terça-feira, 23 de agosto de 2011

Salto, susto, paz e amor!


Chegámos a Curalha dia 21 às 8h30 da noite sob um temporal terrível.

A Corina, nossa amiga e anfitriã do dia, aguardava-nos junto à rua com um enorme guarda-chuva. Para jantar, massa, galo cozinhado por ela, com cogumelos apanhados pelo pai. Uma de-li-ci-a! Teríamos ficado lá a gozar um merecido dia de descanso mas já temos os dias todos preenchidos...

Muitíssimo obrigada à Corina e família por nos terem recebido tão bem e parabéns à Alexandra pela sobremesa que fez.

A etapa de ontem foi até Salto e foi repleta de incidentes, a começar por um dropout partido do Tdi e pelo furo num pneu da Turtle.

A Corina acompanhou-nos até Sapelo e só não foi mais longe, porque ainda ia para Lisboa e tinha que fazer as malas! Pois! Ela não quis foi envergonhar-nos por pedalar mais que nós, essa é que é essa!

A etapa é lindíssima, embora muitos dos trajectos sejam mais apropriados para caminhadas. Passámos em estradas romanas, caminhos tão cerrados por plantas, que nem os mais habilidosos passam a pedalar.

A chegar a Negrões, tivemos uma surpresa desagrádavel. Entrámos em contacto com o 2 Cmdt dos bombeiros voluntários de Salto para confirmar a dormida e somos informados que não há, porque tiveram que albergar 3000 pessoas, incluindo idosos e crianças, que estavam acampados nuns montes e foram surpreendidos por uma chuvada de pedra.

3000???

Fomos tentando telefonar para outros sítios onde pudéssemos ficar mas ou não atendiam ou não tinham vagas. Parámos em dois sítios onde alugavam quartos mas disseram que estavam lotados. A nós pareceu-nos mais que não gostaram das bicicletas.

À entrada de Salto foi fácil identificar os refugiados: As ruas e as esplanadas estavam cheias de hippies! Alguns diziam-nos adeus e sorriam-nos.

Fomos falar de novo com o 2 Cmdt e após mais uns telefonemas lá se conseguiram dois quartos numa residencial fechada para obras, onde não nos faltou nada. Só nos pediram para não fazermos barulho, porque tinham lá "uma senhora a dormir". Ficámos a saber quem era quando levantou para se queixar do barulho do chuveiro: uma hippie...

Obrigada a D. Benta, dona da residencial, e à filha por tudo.

A etapa de hoje foi até Campo Gerês mas devido a uma indisposição minha, fi-la por estrada com o Rui.

Conto o resto amanhã.

1 Cenouras:

Rafeiro Perfumado disse...

Uma hippie tão "fresquinha", que a incomoda o barulho do duche? Ou seria o som da água em si? ;)

Beijoca!