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"Uma longa viagem começa por um passo"
O dia Zero começou dia 12 depois de almoço a saltar do comboio da Fertagus em Roma/Areeiro e ir a pedalar até ao Oriente, onde o resto do pessoal já estava à minha espera.
Meter as bicicletas no espaço da carruagem destinado às mesmas foi uma aventura, com os passageiros a colaborarem pouco ou nada connosco. Até parecia que queriam levar com um pedal nas canelas ou com um punho do guiador num sítio chato (não se desviavam nem pelo "se faz favor" mais adocicado). No entanto, conforme a viagem se foi fazendo e a carruagem foi esvaziando, o "ambiente" amainou. Já metiam conversa animada connosco, já se riam e tudo.
O dia Zero começou dia 12 depois de almoço a saltar do comboio da Fertagus em Roma/Areeiro e ir a pedalar até ao Oriente, onde o resto do pessoal já estava à minha espera.
Meter as bicicletas no espaço da carruagem destinado às mesmas foi uma aventura, com os passageiros a colaborarem pouco ou nada connosco. Até parecia que queriam levar com um pedal nas canelas ou com um punho do guiador num sítio chato (não se desviavam nem pelo "se faz favor" mais adocicado). No entanto, conforme a viagem se foi fazendo e a carruagem foi esvaziando, o "ambiente" amainou. Já metiam conversa animada connosco, já se riam e tudo.
A viagem até Castelo Branco é muito bonita. A partir de uma certa altura, a linha do comboio segue junto ao rio Tejo, com paisagens magnificas, com o reflexo dos montes na água. As Portas de Vila Velha de Ródão vêem-se ao longe e fico com a nota mental de um dia ir até lá para ver melhor.
As etapas decorreram em zonas de Portugal que eu não conhecia ou por onde eu já não passava há muitos anos. Ao longo dos caminhos, fui encontrando placas de localidades que me faziam lembrar de alguns amigos: Zebreira, Idanha, Castelo Branco, Figueira de Castelo Rodrigo, Torre de Moncorvo, Terras de Bouro foram alguns dos nomes que me chamaram a atenção.
"Depois da tempestade vem a bonança"(?)
Em termos meteorológicos, pode-se dizer que a coisa esteve radicalmente bem repartida, já que na primeira semana andámos a torrar ao sol, a encher os bidões em tudo quanto era fonte e a molhar as jerseys para suportar o calor e, na segunda semana, andámos embrulhados em corta-ventos e sacos de plástico para nos protegermos do frio e das chuvas torrenciais. Entre Salto e Campo Gerês, a chuva e o nevoeiro eram tantos que tínhamos visibilidade até pouco mais de 4 metros. Lembro-me de o pessoal protestar que não via um corno à frente o que, na minha opinião, era um alívio, já que, sobretudo, no Gerês, seja na estrada ou no mato, se se vêem cornos, normalmente trazem uma vaca agarrada e ali para aqueles lados, embora pacíficas, não são nada pequenas!
"Fazer o bem sem olhar a quem"
Uma coisa que não me canso de falar é da hospitalidade das pessoas das localidades por onde passávamos, desde a aldeia mais pequena até à vila maiorzinha. Todos nos queriam indicar as melhores estradas para seguirmos, ofereciam-nos da própria água fresca e gelo que tinham em casa e até comida nos dariam, se precisássemos. Agradecíamos deliciados com a boa vontade daquelas gentes mas, felizmente, sempre tivemos comida connosco e não foi necessário aceitar nada.
Uma coisa que não me canso de falar é da hospitalidade das pessoas das localidades por onde passávamos, desde a aldeia mais pequena até à vila maiorzinha. Todos nos queriam indicar as melhores estradas para seguirmos, ofereciam-nos da própria água fresca e gelo que tinham em casa e até comida nos dariam, se precisássemos. Agradecíamos deliciados com a boa vontade daquelas gentes mas, felizmente, sempre tivemos comida connosco e não foi necessário aceitar nada.
Todos nos olhavam com um misto de curiosidade e admiração. Se nos achavam loucos, não disseram mas diziam frequentemente "é preciso coragem".
Chegaram, no entanto, a abrir cafés de propósito apenas para nos servirem sumos e águas e o que mais quiséssemos. Convidavam-nos a ficar mais um pouco para a churrascada que estavam a preparar e até dar um mergulho na piscina mas com o tempo contado, tínhamos que nos pôr ao caminho sob os acenos e os votos de boa viagem das pessoas.
Na aldeia de Ventozelo, Mogadouro, até ficámos a conhecer a aldeia toda... E a aldeia toda ficou a saber que nós estávamos lá.
(Com som:)
"Em tempo de guerra, qualquer buraco é trincheira"
Ficámos a dormir em pousadas da juventude, residenciais, casas particulares e numa sede de escuteiros em Belmonte, tudo previamente combinado e reservado.
Como não há bela sem senão, ainda aconteceram duas situações caricatas com as dormidas. A primeira foi em Sendim, em que ninguém sabia dizer onde era o café / pensão onde íamos ficar. A morada também não dizia nada a ninguém da terra e também não se conseguia telefonar a perguntar onde era. Quando finalmente se conseguiu entrar em contacto, chegou-se à conclusão que os quartos estavam reservados em Sendim, mas no concelho de Felgueiras e não de Miranda do Douro, onde nós estávamos. Felizmente, a residencial onde costuma ficar o pessoal da canoagem e da travessia de Portugal em BTT tinha quartos vagos e por lá ficámos, pagando mais ou menos o mesmo que pagaríamos no outro e ainda tivemos direito a um grande e variado pequeno-almoço. Até me senti melhor a pedalar nesse dia.
A outra peripécia foi em Salto, já contada num outro post, onde por pouco íamos ficando a dormir debaixo da ponte por causa da chuva de granizo que deu cabo do acampamento de cerca 3000 hippies e que se viram obrigados a recolher nas instalações dos bombeiros onde era suposto nós passarmos a noite. É o cúmulo do azar, realmente.
"Os cães ladram e a caravana passa"
... A grande velocidade!!
Todos os dias tivemos desventuras com cães, grandes e pequenos, à solta, a saírem de quintais, das ruas, a defenderem os rebanhos ou simplesmente a "chatear o parceiro". Quando o TDi descobriu que o truque era fazer mais barulho que eles, era ver, na maioria das vezes, os cães a pararem estupefactos ou a fugirem do tipo que era grande e que se calhar ainda lhes dava uma dentada. Noutras alturas, foi necessário recorrer às bicicletas tanto como meio de protecção para os manter para trás como para sairmos de perto deles o mais rápido possível, mesmo quando as pernas estavam já "rebentadas", como tão bem ilustrou a Turtle certa vez: ouviu um cão ladrar e de repente dei por mim a falar sozinha e a ver uma nuvem de pó uns metros mais adiante. Que incentivo!
"Todos os caminhos vão dar a Roma"
Eventualmente.
Pelo menos passámos em muitos trilhos com estradas romanas, algumas cicláveis, outras nem tanto.
Algumas vezes, os caminhos iam dar a lado nenhum. Não foram poucas as vezes que encontrámos trilhos fechados pela vegetação ou mesmo por muros e portões que acabámos por nos ver obrigados a contornar ou a trespassar por não termos alternativa.
Encontrámos subidas que nunca mais acabavam, fosse no mato fosse na estrada. Quando chegávamos ao topo, normalmente tínhamos como recompensa a vista ou umas belas descidas mas acontecia com frequência a paisagem não ser mais do que aquilo que já andávamos a ver há horas ou dias e as descidas serem perigosas a ponto de termos que desmontar ou irmos muito devagar, o que nos deixava ainda mais massacrados.
Mas quando elas eram boas..."LARGA OS TRAVÕES!!"
"O que é o Homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre o nada e o tudo." (Blaise Pascal)
É uma tremenda sensação de pequenez quando nos encontramos no meio de montes, no topo de serras ou no fundo de vales, longe da aldeia mais próxima, sem rede de telemóvel e o único conforto ou, dizendo de outra forma, a única coisa que nos liga à civilização é o GPS. Seja pelo calor abrasador que nos faz poupar as gotinhas de água dos bidões, seja pelo frio e pela chuva que cai torrencialmente, há sempre um momento em que nos sentimos uma peça tão pequenina na natureza. Por outro lado, há momentos em que sentimos que pertencemos ali e não queremos voltar.
Já há muito tempo que eu não estava em tanto contacto com a Natureza e estava deliciada com todas as formas que via: Rãzinhas tão pequenas que a saltarem pareciam gafanhotos; javalis a correrem em debandada de umas moitas, atravessando-se ali à minha frente e a deixarem-me pregada ao chão; uma raposa que saiu do mato a poucos metros de onde eu estava e continuou o seu caminho, ignorando-me completamente; aves de rapina à caça; aves a fugirem de serem caçadas; lagartixas e lagartos bem grandes. Depois, numa classe à parte, as vacas barrosãs e os garranos à solta nos campos e à beira da estrada, uma manada de vacas guiada por uma camioneta com um altifalante, um boi que se deslocava sozinho pela rua de uma aldeia e que nos fez dar meia-volta às "burras", os rebanhos de ovelhas que vinham em sentido contrário ao nosso...
... E as moscas!!! Santos Deus, tanta mosca, mosquinha e mosquito de volta nós! É certo que não devíamos cheirar muito bem mas a situação roçava o exagero. Diziam-nos que o truque era andar depressa. Pois, está bem... e nas subidas, que era o que tínhamos mais???
"As nossas loucuras são as mais sensatas emoções. Tudo o que fazemos deixamos de lembrança para os que sonham um dia ser como nós: loucos, mas felizes." (autor desconhecido)
Todos os dias tivemos desventuras com cães, grandes e pequenos, à solta, a saírem de quintais, das ruas, a defenderem os rebanhos ou simplesmente a "chatear o parceiro". Quando o TDi descobriu que o truque era fazer mais barulho que eles, era ver, na maioria das vezes, os cães a pararem estupefactos ou a fugirem do tipo que era grande e que se calhar ainda lhes dava uma dentada. Noutras alturas, foi necessário recorrer às bicicletas tanto como meio de protecção para os manter para trás como para sairmos de perto deles o mais rápido possível, mesmo quando as pernas estavam já "rebentadas", como tão bem ilustrou a Turtle certa vez: ouviu um cão ladrar e de repente dei por mim a falar sozinha e a ver uma nuvem de pó uns metros mais adiante. Que incentivo!
"Todos os caminhos vão dar a Roma"
Eventualmente.
Pelo menos passámos em muitos trilhos com estradas romanas, algumas cicláveis, outras nem tanto.
Algumas vezes, os caminhos iam dar a lado nenhum. Não foram poucas as vezes que encontrámos trilhos fechados pela vegetação ou mesmo por muros e portões que acabámos por nos ver obrigados a contornar ou a trespassar por não termos alternativa.
Encontrámos subidas que nunca mais acabavam, fosse no mato fosse na estrada. Quando chegávamos ao topo, normalmente tínhamos como recompensa a vista ou umas belas descidas mas acontecia com frequência a paisagem não ser mais do que aquilo que já andávamos a ver há horas ou dias e as descidas serem perigosas a ponto de termos que desmontar ou irmos muito devagar, o que nos deixava ainda mais massacrados.
Mas quando elas eram boas..."LARGA OS TRAVÕES!!"
"O que é o Homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre o nada e o tudo." (Blaise Pascal)
É uma tremenda sensação de pequenez quando nos encontramos no meio de montes, no topo de serras ou no fundo de vales, longe da aldeia mais próxima, sem rede de telemóvel e o único conforto ou, dizendo de outra forma, a única coisa que nos liga à civilização é o GPS. Seja pelo calor abrasador que nos faz poupar as gotinhas de água dos bidões, seja pelo frio e pela chuva que cai torrencialmente, há sempre um momento em que nos sentimos uma peça tão pequenina na natureza. Por outro lado, há momentos em que sentimos que pertencemos ali e não queremos voltar.
Já há muito tempo que eu não estava em tanto contacto com a Natureza e estava deliciada com todas as formas que via: Rãzinhas tão pequenas que a saltarem pareciam gafanhotos; javalis a correrem em debandada de umas moitas, atravessando-se ali à minha frente e a deixarem-me pregada ao chão; uma raposa que saiu do mato a poucos metros de onde eu estava e continuou o seu caminho, ignorando-me completamente; aves de rapina à caça; aves a fugirem de serem caçadas; lagartixas e lagartos bem grandes. Depois, numa classe à parte, as vacas barrosãs e os garranos à solta nos campos e à beira da estrada, uma manada de vacas guiada por uma camioneta com um altifalante, um boi que se deslocava sozinho pela rua de uma aldeia e que nos fez dar meia-volta às "burras", os rebanhos de ovelhas que vinham em sentido contrário ao nosso...
... E as moscas!!! Santos Deus, tanta mosca, mosquinha e mosquito de volta nós! É certo que não devíamos cheirar muito bem mas a situação roçava o exagero. Diziam-nos que o truque era andar depressa. Pois, está bem... e nas subidas, que era o que tínhamos mais???
"As nossas loucuras são as mais sensatas emoções. Tudo o que fazemos deixamos de lembrança para os que sonham um dia ser como nós: loucos, mas felizes." (autor desconhecido)
Foram 13 dias a pedalar e dois de viagem de comboio, sendo que no segundo, foram necessários apanhar 8 comboios desde Viana do Castelo até às respectivas localidades de residência.
Para mim, que fiz as ultimas 3 etapas por estrada e nem por isso, menos estafantes (Salto - Campo Gerês - Melgaço - Ponte de Lima), foram 1.010,20 km percorridos, 20.693 de acumulado de altimetria e cerca de 25.000 kcal gastas. Cheguei ao fim da viagem bem mais leve do que tinha começado: mochila com menos coisas e eu com menos 4 kg.
As etapas não foram nada fáceis para mim. Não treinei tanto como gostaria, o meu corpo ressentiu-se com o excesso de calor e, para cúmulo, ao fim do 3º ou 4º dia, a proteína que eu levava para me recuperar ao fim de cada dia sofreu um acidente dentro da mochila (não obstante ir bem resguardada) e vi-me obrigada a deitá-la fora. Fiquei apenas como "combustível" o Vitargo (carbohidratos) e tudo aquilo que eu conseguisse comer, que acabava por ser sempre pouco. Acordávamos às 5h30m, chegávamos entre as 17 e as 20 horas e, pelo menos eu, ao fim do jantar já estava pronta para ir para a cama. Creio que adormeci muitas vezes antes de pousar a cabeça na almofada (o que é um grande feito, sobretudo quando se dorme no beliche de cima).
Fiquei desanimada muitas vezes por não estar a conseguir progredir tão bem quanto gostaria mas graças a quem nunca me largou, me apontava frequentemente as paisagens e me encorajava, pude gozar bem estes dias de férias absolutamente loucos.
Um conselho para quem se quiser meter numa coisa destas: é possível pedalar estes dias todos seguidos com todas as adversidades e mais algumas mas para se poder usufruir melhor, planeiem um dia ou dois de descanso intervalados. Vai dar para conhecer a localidade onde se encontram, fazer manutenção às bicicletas, "restaurar" os músculos, etc..
Se alguém está tão cansado que não te possa dar um sorriso, deixa-lhe o teu (Provérbio chinês)
Obrigados...
... A todas as pessoas que nos deram sorrisos, que nos ajudaram, receberam e algumas que nunca irão ler estas palavras sobre eles;
... Ao Armando e ao Basílio, que nos acompanharam em duas etapas, sobretudo a este último, que foi fazendo a reportagem fotográfica e é o autor do vídeo em que vamos a descer que está publicado neste texto;
... Ao Rémi e à Lena, que nos fizeram companhia ao jantar em Vide e ainda fizeram o simpático favor de nos aliviar de algum peso das mochilas;
... À Corina Chaves e família por nos terem recebido em sua casa;
... À Riplas Azelha e ao João que, para além da companhia e da boleia até ao restaurante em Ponte de Lima, ainda nos trouxeram clarinhas de Fão (doce regional de Esposende), que muito nos adoçou a boca ao pequeno-almoço do dia seguinte.
Agradeço também as mensagens dos amigos para o telemóvel e a todos os que nos acompanharam nesta aventura.
The last, but not the least, o agradecimento especial à Ana Rechena (Turtle) e à Mamã Rechena (D. Laura), incansáveis na organização da logística, ao Nuno Silvestre (TDi) pela organização dos tracks e ao Rui Santos pelo apoio técnico e moral nesta viagem.
E ainda, ao Nuno Emídio (obrigada pelo pneu), Liliana de Jesus (lamento o que aconteceu à proteína...), BikeZone de Setúbal, WomanFit AcquaRoma e todos os que treinaram comigo e me ajudaram de uma forma ou de outra.
Toma lá!!! (projectobtt.com)
A Volta a Portugal em BTT é uma ideia de Jorge Maria Bolacha, vai na primeira edição e já tem mais de metade de Portugal percorrido.
Para mim, que fiz as ultimas 3 etapas por estrada e nem por isso, menos estafantes (Salto - Campo Gerês - Melgaço - Ponte de Lima), foram 1.010,20 km percorridos, 20.693 de acumulado de altimetria e cerca de 25.000 kcal gastas. Cheguei ao fim da viagem bem mais leve do que tinha começado: mochila com menos coisas e eu com menos 4 kg.
As etapas não foram nada fáceis para mim. Não treinei tanto como gostaria, o meu corpo ressentiu-se com o excesso de calor e, para cúmulo, ao fim do 3º ou 4º dia, a proteína que eu levava para me recuperar ao fim de cada dia sofreu um acidente dentro da mochila (não obstante ir bem resguardada) e vi-me obrigada a deitá-la fora. Fiquei apenas como "combustível" o Vitargo (carbohidratos) e tudo aquilo que eu conseguisse comer, que acabava por ser sempre pouco. Acordávamos às 5h30m, chegávamos entre as 17 e as 20 horas e, pelo menos eu, ao fim do jantar já estava pronta para ir para a cama. Creio que adormeci muitas vezes antes de pousar a cabeça na almofada (o que é um grande feito, sobretudo quando se dorme no beliche de cima).
Fiquei desanimada muitas vezes por não estar a conseguir progredir tão bem quanto gostaria mas graças a quem nunca me largou, me apontava frequentemente as paisagens e me encorajava, pude gozar bem estes dias de férias absolutamente loucos.
Um conselho para quem se quiser meter numa coisa destas: é possível pedalar estes dias todos seguidos com todas as adversidades e mais algumas mas para se poder usufruir melhor, planeiem um dia ou dois de descanso intervalados. Vai dar para conhecer a localidade onde se encontram, fazer manutenção às bicicletas, "restaurar" os músculos, etc..
Se alguém está tão cansado que não te possa dar um sorriso, deixa-lhe o teu (Provérbio chinês)
Obrigados...
... A todas as pessoas que nos deram sorrisos, que nos ajudaram, receberam e algumas que nunca irão ler estas palavras sobre eles;
... Ao Armando e ao Basílio, que nos acompanharam em duas etapas, sobretudo a este último, que foi fazendo a reportagem fotográfica e é o autor do vídeo em que vamos a descer que está publicado neste texto;
... Ao Rémi e à Lena, que nos fizeram companhia ao jantar em Vide e ainda fizeram o simpático favor de nos aliviar de algum peso das mochilas;
... À Corina Chaves e família por nos terem recebido em sua casa;
... À Riplas Azelha e ao João que, para além da companhia e da boleia até ao restaurante em Ponte de Lima, ainda nos trouxeram clarinhas de Fão (doce regional de Esposende), que muito nos adoçou a boca ao pequeno-almoço do dia seguinte.
Agradeço também as mensagens dos amigos para o telemóvel e a todos os que nos acompanharam nesta aventura.
The last, but not the least, o agradecimento especial à Ana Rechena (Turtle) e à Mamã Rechena (D. Laura), incansáveis na organização da logística, ao Nuno Silvestre (TDi) pela organização dos tracks e ao Rui Santos pelo apoio técnico e moral nesta viagem.
E ainda, ao Nuno Emídio (obrigada pelo pneu), Liliana de Jesus (lamento o que aconteceu à proteína...), BikeZone de Setúbal, WomanFit AcquaRoma e todos os que treinaram comigo e me ajudaram de uma forma ou de outra.
Toma lá!!! (projectobtt.com)
A Volta a Portugal em BTT é uma ideia de Jorge Maria Bolacha, vai na primeira edição e já tem mais de metade de Portugal percorrido.




















2 Cenouras:
A minha mais sincera vénia pela realização de tal aventura e tão pormenorizado relato. Retive especialmente o contacto com a natureza, e a vontade que dá em não regressar. Se soubesses a quantidade de vezes que me dá essa gana...
Beijocas!
também temos uma toca "www.doscoelhos.blogspot.com" mas é mais pequena e paradinha do que esta, parabéns e bons trilhos!
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