quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nova bebida indiana.


Ninguém escapa aos tentáculos do "Como é que é" da Toca! 
Nem eu, a própria criadora!

Ah pois é...

Então estava eu aqui há dias em casa de uma amiga que tenho em comum com a Alkagoitas (que já não precisa de apresentações neste cantinho), a convencer o seu pingentezinho de 14 meses que o meu colo era tão bom como o da mãe e que eu sabia dar iogurte também tão bem como ela (para dar um pouco de descanso à pobrezinha) quando a conversa "caíu" sobre a Bimby que ela tinha no balcão da cozinha.

Sim, a Bimby, vocês sabem, aquela máquina que faz tudo menos lavar loiça e pôr a mesa.

Eu: Olha, também já te rendeste aos encantos da "bimba"? (Foi propositado, a gralha não foi aqui)
Ela:: Oh pá, sim, dá imenso jeito. Este pão que está aqui foi feito lá. É capaz de estar um bocadinho duro, mas isso já é azelhice minha (risos).
Eu: A Alkagoitas também tem. Aqui há tempos estive lá em casa a passar  a tarde com ela, andava satisfeita de roda daquilo, a fazer um bolo, iogurtes e "ladies".
Ela: Ladies? Não sei o que é isso...
Eu: Não? Estranho... penso que vem no livro base das receitas. Lady é uma bebida indiana. Leva hortelã, iogurte e mais não sei o quê...
Ela: Isso parece ser bom, mas "ladies", não estou a ver... hei-de pedir-lhe a receita.

Hoje calhei a ver uma página de receitas indianas e encontrei a bebida.

Não é Lady. 
É Lassi.
Lady era o nome de uma pequinês que uma tia minha teve...

Eu sabia que era um nome de cão!!


domingo, 31 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes


Esqueçam o tipo altivo e arrogante.
Esqueçam o detective bem vestido e bem falante.
Esqueçam os recitais de violino.

O Sherlock Holmes de Guy Ritchie é tudo menos isso. Este luta em ringues ilegais com um estilo muito diferente dos rufias rivais, é completamente desleixado, desarrumado... porco, mesmo. Este é também mais humano, menos orgulhoso, menos distante.

Este filme é excelente. Muito ao gosto do que está na moda, das sociedades secretas e rituais, segredos para aqui e para acolá, uma mulher que consegue enganar o maior detective de sempre em mais que uma vez, o arqui-inimigo, e sobretudo, a viagem no passado que nos transporta ao futuro. Quem viu o filme, saberá a que me refiro. Quem não viu, terá que ver. Se eu explicar, perde a piada.

Sherlock Holmes e o seu amigo Dr. Watson vão, não sem muitas e perigosas peripécias e humor, desvendar uma conspiração que poderá destruir Inglaterra como nação.

Nunca falo das bandas sonoras dos filmes, porque raramente me chamam a atenção, mas esta vez não foi o caso. Não são poucas as vezes se ouvem violinos a tocar em ritmos velozes e muito vivos, fazendo lembrar as músicas romenas tocadas por ciganos de leste em filmes antigos. Dei por mim a acompanhar o ritmo com a cabeça e com o pé enquanto observava as cenas do filme. Adorei.

No geral, muito bom.
Se não viram, vão ver.
A sério.

There isn't any time to waste. Is there?


domingo, 24 de janeiro de 2010

Se não te calas...!


Desde que uso aparelho ortodontico que as piadas não param, mas não me posso queixar porque

a) eu sou a primeira a brincar com isto (ver post anterior);

b) as piadas são engraçadas.

Ora no outro dia ouvi uma que não só provocou a gargalhada geral de todos que estavam ao pé, como ainda me faz rir só de me lembrar.

Estava num jantar com amigos e comecei armada em "pica-miolos" com um deles, tudo na boa diversão. Cada vez que o desgraçado começava a falar, eu "cortava" com uma boca qualquer. Às tantas olhou para mim e começou-se a rir. Parou, respirou fundo, ia começar a dizer qualquer coisa, mas desatou a rir outra vez. Tentou mais uma vez, mas toca de rir de novo.
- Mau! - disse eu, já a rir-me também -  Mas isso sai hoje ou quê?

Olhou para mim a fazer cara de mau e finalmente disse com um ar completamente ameaçador.



"Se tu não te calas, mando-te com um balde de água, 
enferrujo-te a boca toda!"




sábado, 16 de janeiro de 2010

Acidente grave



Já não é novidade para quem acompanha "A Toca" que eu sou muito propensa a acidentes de bicicleta.
Qualquer outra pessoa já tinha encostado à boxe e arranjado um desporto mais sossegado como Damas ou Crapô.

Mas eu não sou qualquer outra pessoa...

Não é primeira vez que tenho um acidente em que vou aterrar numa vedação ou que fico com um sorriso diferente durante algum tempo, mas esta foi a primeira vez que tive que abrir caminho à dentada para me safar.

A fotografia pode chocar os mais susceptíveis, por isso podem vê-la aqui.

Pois... vou ter que mudar algumas coisas na minha vida.


Avatar



Fui há uns dias ver o filme "Avatar" e adorei. Embora tenha pena de não ter visto em 3D e ter a sensação que perdi a parte mais sensacional, captei à mesma a essência da história.

Tudo se passa em Pandora, uma lua do planeta Polifemo, algures na Constelação Centauro. Colonizadores e nativos, os Na'Vi,  entram em guerra, como já vem sendo normal desde os primórdios da História. O interesse dos  primeiros está unicamente num mineral raríssimo e muito valioso, enquanto que o interesse dos Na'Vi é todo o seu ecosssitema, todo o planeta, que consideram ser controlado por uma divindade. Têm mesmo uma forma de se ligarem literalmente a todas as espécies, através do entrelaçar das pontas das tranças.

Um fuzileiro paraplégico infiltra-se na comunidade Na'Vi com duas missões, uma militar e outra cientifica, e acaba por se render aos encantos do planeta, juntando-se mesmo aos nativos para lutar contra os invasores.
Tenta-se passar a mensagem da tolerância entre os povos e do respeito pela natureza. É tão realista, está tão bem estruturado que é quase possível acreditar que existem ainda culturas assim neste planeta.

Fiquei um bocado chocada com a reacção do "L’Osservatore Romano", o diário da Santa Sé, que àcerca do filme diz  ser uma "superficial parábola anti-imperialista e anti-militarista que não tem verdadeiras emoções, emoções humanas".

Superficial? O respeito pelo meio que nos rodeia, pela fonte da nossa existência e dos outros povos é supeficial?
E qual é o problema de ser anti-imperialista? E anti-militarista? Neste formato em que mostra que a primeira coisa que os militares querem é guerra e destruição, não acho mal. Conheci um oficial de Transmissões do Exército que dizia que tinha ido para tropa, não para ir para a guerra, mas para manter a Paz.

Não tem emoções humanas? Então, o Amor é o quê? A Ganância é o quê? O Desespero? A Coragem?

A Santa Sé considera ainda que é um incentivo a adoração da natureza como sendo uma divindade.
Pois... a comunidade wicca vai aumentar grandemente depois deste filme... claro.

Enfim, aqui fica o trailer

"Pensam que podem chegar e fazer o que querem. Pois nós também temos uma mensagem para eles: Esta é a nossa terra!"




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